Entrevista Jornal em Foco

Brasil 10+ Arquitetos
6 de outubro de 2017

LUIZ LANZA

“Eu acho que se somos procurados para fazer casas porque, de alguma forma, fazemos bem feito.” Com simplicidade e descontração o arquiteto fala sobre a filosofia de seu escritório que é voltada, principalmente, para projetos de residências unifamiliares.

“Casas são um projeto totalmente diferente de qualquer outro tipo de projeto.” Por isso, é fundamental a compreensão das necessidades criadas pelo modo de vida do cliente. Afinal, para Luiz, seu trabalho envolve a confecção de um espaço específico para uma pessoa e sua família, atendendo às suas necessidades físicas e psicológicas e de como seu estilo de vida pode ser traduzido de maneira significativa e prática pelo arquiteto.

“Geralmente eu crio cenários. E eu gosto disso.” O importante para Lanza é ter facilidade em aceitar sugestões, havendo empatia entre o profissional e o cliente é fácil chegar ao resultado desejado. Daí, o arquiteto definir não ter um estilo próprio, “mas uma maneira pessoal de lidar com o espaço” e com as pessoas que irão ocupá-lo.

“As casas antigamente eram simples. E trafegava-se livremente pelos seus cômodos.” Atualmente a idéia de privacidade é alta. São quartos que funcionam como apartamentos privados em que o morador está em total isolamento dos demais. Por outro lado, a tendência da convivência familiar é para um espaço social integrado. Em oposição às casas antigamente projetadas, a unificação dos espaços sociais parece promover a sensação de liberdade. Assim sendo, home theaters, cozinhas gourmet, espaços esportivos, abrem-se livremente para um ambiente comum que se amplia em comunhão com o jardim.

Dessa forma, as áreas verdes são indicadas e gerenciadas pelo escritório em unidade com os paisagistas. Do mesmo modo, iluminadores, projetistas de interiores, são uma parceria constante em que a coordenação e o acompanhamento da obra são realizados pela equipe de Lanza. Também as garagens mudaram muito e são projetadas para 4 a 8 carros em média. Afinal, é preciso um mínimo de 600 a 700m² para atender a um projeto residencial com dimensões espetaculares.

“Quando faço um projeto penso no terreno como um todo.” Partindo do geral para o detalhe, o arquiteto harmoniza os volumes da edificação com o conjunto do lote. Daí, “seleciono os problemas mais fundamentais e penso em uma volumetria que os resolva bem. Isto feito, os problemas menores se resolvem facilmente. A forma resultante naturalmente se transforma numa tradução expressiva do conceito espacial.”

A sensibilidade e o talento de Lanza articulam volumes que alcançam o máximo expressivo em suas casas, garantindo que até as sombras projetadas sejam belas no projeto concluído.

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